domingo, 20 de abril de 2008

O QUE É O SER HUMANO?

A discussão sobre o uso de embriões em pesquisas de células tronco renovou a antiga questão da essência do ser humano. Mesmo um católico praticante como Reinaldo de Azevedo dobrou-se ao argumento usado pelos partidários do sim. Não poderia ser de outra forma, pois a tradição católica, firmemente fundada na filosofia grega, vê a essência do homem na razão. Dentro dessa visão, a ausência de tecido nervoso seria suficiente para descaracterizar o embrião em formação como um ser humano. Talvez o leitor habitual deste blog já tenha percebido que prefiro ver os verdadeiros fundamentos da fé cristã na tradição teológica judaica, como na verdade é. Isto me dá um pouco mais de distanciamento da visão grega, e a possibilidade de questionar leituras exageradamente gregas da Bíblia.

Há uma antiga discussão teológica cristã entre os que crêem na dicotomia (homem composto de corpo e alma) e aqueles que crêem na tricotomia (homem composto de corpo, alma e espírito). Antes que surja algum chato dizendo “creio no homem integral”, digo que qualquer pessoa razoável sabe que o homem funciona como um todo, e que tudo que afeta parte do homem afeta (potencialmente) sua inteireza. Mas o leitor há de convir que, se o homem é integral, o corpo humano é integral. Mas quem estuda o corpo humano separa esse corpo que funciona por inteiro em uma infinidade de partes, para melhor compreende-lo, e não creio que o leitor confiaria em um médico que não soubesse distinguir o coração do fígado.

Mas voltando ao assunto, desde os primórdios da história cristã há essa discussão, com alguns entendendo que há diferença entre alma e espírito e outros igualando-os (e há outros ainda que identificam o espírito com parte daquilo que chamamos psiquê, separando emoções e razão). Eu particularmente sou tricotomista, como a maioria dos petencostais. Como cheguei a essa posição? Pela compreensão lógica de que a fé cristã o exige e por pensar a respeito dos textos bíblicos que se referem ao assunto. É claro que muita gente muito mais inteligente e instruída que esse leigo aqui discordará de mim (aceito correções onde me mostrarem erro). E muita gente tão inteligente e instruída como esses, concordará comigo. Vou colocar inicialmente alguns textos bíblicos que tocam o assunto e expressar minha compreensão sobre o sentido de espirito no NT (Almeida revista e atualizada, para quem quiser conferir).



E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.

Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?

Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto? Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho. Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.” (Evangelho segundo João, Capítulo 3, até o verso 21).

Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.” (Mateus 12:31).

Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo:” (Mateus 22:43).

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mateus 26:41).

E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele.” (Marcos 1:10)

Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.” (Romanos 8: 5 e 6)

Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” (Romanos 8:9).

A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;” (1ª aos Coríntios 2:4).

Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1ª aos Coríntios 2:10 a 14).

Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, em nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do SENHOR Jesus.” (1ª aos Coríntios 5:3 a 5).

Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento “ (1ª aos Coríntios 14:14 e 15).

Folgo, porém, com a vinda de Estéfanas, de Fortunato e de Acaico; porque estes supriram o que da vossa parte me faltava. 18 Porque recrearam o meu espírito e o vosso. Reconhecei, pois, aos tais.” (1ª aos Coríntios 16:17 e 18).

'Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça.” (2ª aos Coríntios 3:5 a 9).

'Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (2ª aos Coríntios 3:17 e 18).

'Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4:12).

Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.” (Tiago 2:26).

E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo.” (1ª aos Tessalonicenses 5:23).



DEFESA DA TRICOTOMIA

A palavra grega normalmente traduzida por espírito (em suas diversas acepções) é pneuma (vento, ar). E alma normalmente traduz a palavra psiquê. Cremos que traduzem conceitos diferentes, e como a maioria dos petencostais, começarei a defesa da hipótese tricotomista pelo texto de 1ª Tessalonicenses 5:23, visto acima, que leva, prima facie, à distinção entre alma e espírito, como dois entes distintos. Um dicotomista poderá argumentar com sucesso que a citação da distinção entre corpo, alma e espírito é feita de passagem, sem maiores explicações, podendo ser apenas uma figura da totalidade do homem. Respondo que o argumento é bom e, caso não haja outros textos a confirmar essa impressão, deveremos considerar a hipótese infundada. Bom, logo encontramos Hebreus 4:12, que novamente distingue espírito e alma, e dá a clara impressão de que são elementos que precisam ser diferenciadas pelo crente.

Mas vejamos a forma como a Bíblia trata o Espírito divino. É dito que Deus é Espírito (e NÃO é dito que é alma). A interpretação mais óbvia de “Deus é Espírito”, parece ser que Deus é essencialmente Espírito. Mais ainda, é dito que o pecado contra o Espírito Santo ( a “Ruach“) é sem perdão (eternamente) em oposição ao pecado contra o Pai o contra o seu Filho (Sua palavra encarnada). Isto é espantoso, e confirma na minha convicção a percepção de que Deus é essencialmente Espírito. Também é dito da Ruach que ela é livre. Nela há tal liberdade que ele é imprevisível como o vento, conforme Yeshua explicou a Nicodemos (Evangelho segundo João, capítulo 3).

Falei sobre o Espírito divino por que a Bíblia o compara ao espírito humano, (1ª carta aos Coríntios, capítulo 2). Um ponto que me chama a atenção é que ninguém considera o seu próprio espírito como outra pessoa diferente de si mesmo, embora seja certo atribuir pessoalidade ao espírito humano. Da mesma forma, é estranho considerar o Espírito Santo como outro em relação ao Pai (ou ao Filho), embora se possa atribuir pessoalidade a cada um deles, sem prejuízo de se atribuir pessoalidade a Deus que é um. Mas, voltando ao assunto, é atribuída ao espírito humano a capacidade de saber todas as coisas a respeito do próprio homem. Seria o espírito igual à compreensão humana (intelecção)? De modo algum, pois em 1 aos Coríntios, capítulo 14, o apóstolo Paulo opõe claramente o espírito ao entendimento, e recomenda que se ore com ambos!! Então seria, o espírito humano, a capacidade de sentir, as emoções humanas? Não posso crer nisso, pois a Bíblia associa as paixões humanas à carne, em oposição ao espírito. Mas talvez sejam apenas os sentimentos superiores, aqueles que nos elevam? Estranha conclusão esta, parte do sentir humano seria “carne” e parte “espirito”. Esta conclusão se sustenta? Não creio. Freqüento a igreja cristã há muitos anos e já vi pessoas de vida totalmente desregrada ou personalidade doentia mudarem totalmente após crerem no Cristo. Mas pessoas de personalidade equilibrada pouco mudam, em termos de “bons sentimentos” ao crerem no Cristo. Simplesmente não se pode perceber qualquer diferença marcante, em termos de sentimentos, entre um bom seguidor de Cristo e uma pessoa boa qualquer. Tomando duas pessoas quaisquer, e personalidade passavelmente equilibrada, uma crente e outra não, a personalidade de ambas parecem igualmente completas.

Mas deixemos de procurar o espírito humano, naquilo que dizem ser a personalidade humana, e passemos a ler com menos preconceitos o que a Bíblia diz sobre ele. O espírito tem percepção? Que é a fé, senão uma percepção espiritual? O espírito tem sentimentos? Não se alegrou Paulo em espírito? O espírito tem conhecimento e inteligência? É claro que sim, pois a Bíblia afirma que o Espirito Santo testifica com o NOSSO espirito que somos filhos do Eterno, e que nós discernimos espiritualmente todas as coisas. Na mesma ocasião em que Jesus ensinou Nicodemos, a respeito da liberdade do Espírito do Santo de Israel, disse também que aquele que é nascido do Espírito adquire esta mesma liberdade. Isto faz pensar se não é por isso que a Bíblia declara aos homens “sois deuses”, e também se não é por isso que o Pai julgou conveniente que seu filho morresse para que fôssemos um com ele. Fazer com que existam seres com tal liberdade, isso parece um projeto digno do esforço divino.

O que o apóstolo Paulo escreveu na 1ª carta aos Coríntios, capítulo 5 (versos 3 a 5), dá a nítida impressão de que o espírito humano pode ser capaz de atuar no mundo espiritual, causando mudanças reais sobre a vida das pessoas. Alguém poderá dizer que “estar presente em espírito” é apenas uma figura de linguagem. Um episódio interessante para esclarecer tal questão, é o narrado no 2º Livro dos Reis, capítulo 5. Ninguém poderá supor aí alguma figura de linguagem quando o profeta Eliseu pergunta a Geazi “porventura não foi contigo o meu espirito?”.

As palavras alma e espírito não são intercambiáveis na Bíblia. Se referissem ao mesmo objeto, deveriam existir o adjetivo “almico” (pu psíquico) e o advérbio “almicamente” (ou psiquicamente), usados de forma indiferenciável de “espiritual” e “espiritualmente” (o substantivo “psiquê”, derivado da palavra grega traduzida por alma, forma o adjetivo “psíquico” e o advérbio “psiquicamente”). Mas as coisas relativas ao espírito, nunca são “psíquicas”, sempre são “espirituais”e o adverbio correspondente é sempre “espiritualmente”, nunca “psiquicamente”. Ao espírito recriado do homem, são atribuídas capacidades que nunca poderiam ser atribuídas à mente humana, como discernir tudo sem ser discernido por ninguém. Mais ainda, como explicar as capacidades de conhecimento prévio e conhecimento a distância, de muitas pessoas, erradamente chamados de capacidades psíquicas pelos espíritas? Não são processos para os quais se conheçam quaisquer explicações físicas, e atribui-los à mente humana (um processo físico do cérebro) não deixa-nos mais próximos de uma explicação razoável. As pessoas chamadas espirituais não são necessariamente as mais inteligentes, nem as de sentimentos mais intensos, nem as de vontade mais férrea, sendo a inteligencia, sentimentos e vontade as principais funções que atribuímos à psiquê humana. Pelo contrário, as pessoas verdadeiramente espirituais são aquelas com maior discernimento de uma realidade paralela e anterior à nossa, que é a realidade dos seres espirituais . Finalmente, caso acreditássemos que o espírito humano é outro nome para a personalidade humana, então o que seria a “carne”, que necessariamente é algo dentro da nossa personalidade?

Caso acreditássemos que o espirito humano é simplesmente outro nome para a personalidade humana, ou de parte dela, teríamos de crer que um evento tão fortuito como um ferimento na cabeça tem poder sobre o espírito, pois as ciências biológicas mostram à exaustão que a personalidade humana é gravemente afetada pelo estado de saúde, traumas físicos ou mentais e substâncias químicas diversas. A se crer na igualdade entre psiquê e espírito, devemos concluir que o espirito é um processo físico, pois os processos de nossa mente (pensamentos, emoções e vontade) acontecem fisicamente. Da mesma forma, quem crê que a capacidade de raciocínio é que define a humanidade de um ser, deveria concluir que uma pessoa com uma doença grave, cuja mente funciona de forma bastante limitada, se tornou bastante menos humana (por igual raciocínio, crianças e velhos seriam menos humanos que jovens e adultos). Dentro deste tipo de raciocínio, teríamos de admitir como aceitáveis as práticas dos nazistas, que consideravam as pessoas com debilidade mental como descartáveis.

No mesmo sentido, a diferença entre o ser humano e os animais (ou alguma máquina extremamente avançada que venha a existir) não é tão marcante assim, se considerarmos apenas os processos mentais. Alguns animais superiores são inteligentes, capazes de linguagem, apego sentimental e de aprendizagem. O único processo mental marcante que lhes é impossível é o pensamento simbólico avançado. Será apenas isso o suficiente para distinguir o ser humano dos animais superiores? Será isso o suficiente para considerar o ser humano como responsável moralmente por seus atos, e os animais como totalmente irresponsáveis? Será isso o suficiente para o homem (qualquer ser humano, em qualquer situação) como tenha uma alma imortal, em diferenciação de todos os animais, mesmo os mais inteligentes e sensíveis?

Mas se os processos mentais ocorrem fisicamente, cessam na morte, e diminuem perto da morte. É claramente incoerente crer que tudo que há numa pessoa são processos mentais e crer na imortalidade da alma e na sacralidade da vida humana. Mas se existe algo não físico (nem matéria, nem energia, mas algo de existência mais fundamental) e incognoscível (pois não faz parte deste “universo” físico) no homem, pode fazer sentido o porque de sua vida ser sagrada e como sua psiquê sobrevive à morte do corpo. Na primeira carta aos coríntios, lemos “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está?”. O espírito humano, que é imortal por natureza, e que conhece tudo sobre a alma (processos mentais que ocorrem na mente), retém a personalidade (alma) humana para além da morte. Também usando tal conceito, podemos entender o que é a morte, definida por Tiago como a separação entre espirito e corpo. Isso explica também como podem existir outros espíritos que jamais tiveram corpo físico. Talvez seja mais que uma coincidência que só tais seres, que não deixam de existir pela cessação dos processo físicos, é que respondem moralmente por seus atos.

Mas essa diferenciação entre mente e espirito seria mais difícil para os gregos antigos, que não tinham como saber sobre o fundamento físico dos processos mentais Mas a Bíblia, sendo um livro revelado, contém essa diferenciação embutida nos seus textos, os quais jamais confundem essas duas coisas que, apesar de funcionarem de forma tão conjunta, são distintas.

Esta é uma explicação bastante resumida e incompleta, e talvez um pouco desorganizada ainda, dos motivos por que vejo a mente (alma) como um nível intermediário entre o espírito humano e o corpo, influenciada por ambos. Isto faz do homem um ser único, que vive ao mesmo tempo duas realidades.


Continuo outro dia.

Um comentário:

Plotter disse...

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